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TI Inside – Nesse mercado, a mão-de-obra representa cerca de 80% dos custos. Como a IBM do Brasil faz para ser competitiva na disputa dos contratos globais, já que muitas vezes ela concorre com IBMs de outros países?
Guto – Em relação à competitividade global, o custo da mão de obra, o custo unitário é um elemento importante, e isso a gente tem que levar em consideração, da mesma forma como o câmbio também exerce um papel importante. Só que esses são elementos que a gente olha e tenta gerenciar junto a nossa estrutura e até nas relações com governos, através dos nossos núcleos de relações governamentais. Mas tem um aspecto que considero principal, que é o seu legado de capacitação, o seu legado de conhecimento, a sua experiência, a sua competência. Não basta apenas você ter um custo baixo e competitivo. Se você tem uma operação eficiente bem gerida, bem disciplinada em processos, em ferramentas, olhando muita automação, prevenção de defeitos, você vai ter a sua estrutura produtiva mais eficiente. Esse tem sido o nosso foco, a IBM, no caso do Brasil, se posiciona em alguns setores para exportação e é selecionada até pela própria corporação como centro de competência para algumas atividades. Então custo é importante sim, mas existem outros elementos que colocam nosso país dentro desse mapa global de serviços.
TI Inside – Nesse setor, contratos de SLAs e certificados de CMMs, Carnegie Mellon, são importantes. Como equilibrar a necessidade dessas competências com custos operacionais?
Guto – As certificações são passos de entrada nesse comércio global. São certificações requeridas pelos clientes. A IBM tem que ter, assim como qualquer outro participante deste mercado, então tem que equilibrar na equação de custos os investimentos, em qualificação e em certificação de profissionais e em certificações corporativas. Então são pontos que a gente investe e tem que ser investido, não tem outra forma.
TI Inside – Como ela consegue atrair mão-de-obra especializada para seu Centro de Hortolândia? Quais são os atrativos para manter os profissionais?
Guto – No que se refere à capacitação de mão de obra e qualificação, eu digo que isso é uma qualificação contínua, a IBM tem uma série de iniciativas e programas com parceiros e programas internos. Tem programas de qualificação de mão-de-obra que são o ponto de entrada para a IBM; tem parceiros, que são universidades nos principais estados – são centros técnicos – então essas parcerias existem, não só pra formar mão-de-obra para a IBM, como para o mercado, a gente aproveita essa mão-de-obra e esses programas internos são para dar continuidade. Se você trouxer mão-de-obra para o início da carreira, esses programas internos permitem que esses profissionais cresçam dentro da IBM.